sexta-feira, 26 de abril de 2024
uso do "s" e do "z"!
✍🏼 Você conhece as regras de uso do S e do Z? O uso das letras S e Z é confundido em algumas palavras na língua portuguesa. Porém, há regras específicas para cada uma dessas letras. Também existem casos de palavras homófonas cuja diferença reside na grafia com S e com Z.
A letra S tem muitos sons diferentes. Ela pode ter os mesmos sons que a letra Z quando aparece entre duas vogais ou ao final das palavras.
A letra S é usada em palavras que indicam origem, nacionalidade ou título, terminadas em -ês/esa, em palavras iniciadas pelo prefixo des-, em muitas palavras terminadas em -oso/-osa, em verbos derivados de palavras escritas com S e nas formas conjugadas dos verbos “querer” e “pôr”.
Já a letra Z pode ter dois sons diferentes, dependendo da posição que ocupa na palavra:
👉🏻se estiver no começo ou no meio, ela tem o som que ouvimos na palavra “zebra”;
👉🏻se estiver no final da palavra, ela tem o som que ouvimos na palavra “sagaz”.
A letra Z é usada em substantivos abstratos terminados com o prefixo -ez/-eza, em verbos terminados por -izar e em substantivos terminados por -ização.
Aproveite para salvar o post para futuras consultas! 🎯
dica de leitura!
A ARTE DA SABEDORIA
Cada vez se recorre mais aos clássicos como 'livros de aconselhamento', que nos ajudam a refletir, meditar sobre nossas crenças e atos: Maquiavel, Marco Aurélio, Dante, centenas de autores são ressuscitados por nossa curiosidade ou sede de saber.
Ou em nosso esforço pela estrada do autoconhecimento.
Este livro - A Arte da Sabedoria - é de autoria de Baltasar Gracián (1601-1658), teólogo e filósofo jesuíta do período conhecido como o 'Século de Ouro Espanhol'.
São 370 ensinamentos que cobrem vários temas e a obra foi pensada como um manual para orientar as pessoas comuns em todo tipo de desafio e circunstâncias da vida.
Aqui vão dois deste conjunto, a título de 'aperitivo' para os leitores:
298: "TRÊS COISAS FAZEM MARAVILHAS e estão no auge da verdadeira nobreza: inteligência fértil, juízo profundo e gosto apurado.
Idealizar é um grande dom, mas o talento maior é raciocinar e compreender bem.
A inteligência deve ser aguçada, não laboriosa. Deve residir na cabeça, não na espinha dorsal.
Quando se tem 20 anos, reina a vontade;
aos 30 anos, a inteligência;
aos quarenta o juízo.
Existem inteligências que lançam luz, como os olhos do lince, e raciocinam melhor na maior escuridão: sempre descobrem o que é mais relevante.
As coisas boas acontecem a elas com frequência.
Ó feliz e fértil inteligência! Já o bom gosto, sempre dá mais sabor à vida".
295: "NÃO SEJA EXIBICIONISTA, MAS ALGUÉM 'QUE FAZ'.
Os exibicionistas são os que mais se orgulham de seus atos e os que menos têm razão para isso.
Transformam tudo em mistério, e o fazem sem pudor: camaleões de aplausos, tornam-se facilmente alvo de galhofa.
A vaidade sempre irrita e esse tipo de comportamento sempre traz desdém.
Algumas pessoas são como mendigos da honra, desejando acumular façanhas.
Você deve mostrar o mínimo de vaidade sobre seus naiores talentos.
Contente-se com o fazer. Ofereça os seus feitos, não os venda: não use pena de ouro para escrever com.lama, ofedendo o bom senso.
Aspire ser heroico em vez de apenas parecer".
(trechos da edição brasileira da Pé de Letra, 2921)
quinta-feira, 25 de abril de 2024
terça-feira, 12 de abril de 2016
Anti-inflamatório ou antiinflamatório?
Esse é mais um problema com o hífen, que parece ser o campeão em dúvidas da nova ortografia (ou acordo ortográfico).
Em casos de palavras em que o primeiro termo termina com a mesma vogal a qual inicia o segundo, utilizamos o hífen: anti-inflamatório (o mesmo para micro-ondas).
Aprenda: Bem-Vindo, Bem Vindo ou Benvindo?
Essa é uma das grandes confusões da nova ortografia (ou acordo ortográfico, ou nova gramática para alguns).
A questão é que o acordo ortográfico possui um monte de cláusulas e várias exceções.
O bem-vindo é uma delas (que aliás se escreve exatamente assim: bem-vindo – com hífen).
As novas regras para o hífen dizem que para os advérbios mal e bem só usaremos o hífen caso a palavra seguinte comece com uma vogal ou com a letra “h”. Um exemplo é “benfeito” (que agora se escreve assim).
“A atual 5.ª edição do Vocabulário Ortográfico grafa bem-vindo como a única forma correta de escrita da palavra.”
Resumindo, o “bem-vindo” é uma das inúmeras exceções das várias regras novas.
Micro-organismo ou microorganismo?
Essa é mais uma das inúmeras dúvidas quanto ao uso de hífen.
Já foi publicado em vários outros posts a mesma dica para casos como esse: basta lembrar que se as letras que se encontram na junção dos dois termos forem vogais e iguais, usamos o hífen. Se forem vogais diferentes, não usamos o hífen.
Resumindo: o correto é escrever micro-organismo
Essa mesma regra se aplica a anti-inflamatório e micro-ondas, por exemplo.
Curiosidades interessantes sobre a Nova Ortografia – Quase Tudo Sobre Ela!
Logo quando começou a se falar sobre a implantação do novo acordo ortográfico, a principal mensagem veiculada foi: “unificar é preciso”. E aí vem a maior curiosidade em relação a este novo acordo: mas, por quê?
Sabemos que um mesmo idioma falado em vários países sofre adaptações locais, principalmente no que tange ao vocabulário e sotaque, mas, no caso específico do português, foram oficializadas duas línguas grafadas de modo diverso (uma de raiz europeia e outra de raiz brasileira), logo, praticamente dois idiomas. Isso vinha dificultando as relações burocráticas e interpessoais entre os países, por esta razão decidiu-se que seria mais benéfico para todos diminuir a distância entre estas duas raízes, unificando regras capazes de facilitar a comunicação.
Mas não pensem que chegar a essa acordo foi fácil ou rápido. Para se ter uma ideia, o acordo original é de 1990! Isso mesmo: foram quase vinte anos para se chegar a uma decisão sobre sua aplicação, que começou a vigorar em 2009. No Brasil, as regras do novo acordo seriam integralizadas em 2013, mas o prazo foi adiado para 2016. Isso dá aos retardatários mais três anos para se adaptarem. Quem ainda não se inteirou sobre as novas regras, não precisa se preocupar: apesar da resistência inicial (gerada por toda mudança), o que poucos sabem é que apenas 0,5% das palavras tiveram a grafia modificada. Quase nada…
Outra curiosidade importante: as mudanças são somente na grafia. Não há mudança no vocabulário, sintaxe ou pronúncia. Ou seja: os significados das palavras continuam os mesmos e os usos locais serão mantidos; o modo de construir frases – a sintaxe – também não será alterado; o mesmo vale para a pronúncia, e o esforço para não alterá-la ajuda a entender algumas das novas regras.
Muitas palavras existentes nas raízes europeia e brasileira são grafadas de modo distinto dada a presença de consoantes mudas ou não. Este é, por exemplo, o caso de herva (erva), adopção (adoção) e muitas outras palavras cujas consoantes mudas deixarão de existir. Nos casos em que esta consoante “a mais” é pronunciada, será mantida a dupla grafia, caso de amnistia (anistia), facto (fato), etc. Como os casos de dupla grafia por consoante muda são mais abundantes na raiz europeia, esta será mais afetada neste aspecto.
Outra curiosidade é a formalização das letras K, Y e W no alfabeto, antes consideradas “letras estrangeiras”. As três letras agora integrarão oficialmente o alfabeto, que passa a ter 26 letras, e não mais 23.
Quais são os países que falam português?
Quais são os países que falam português?
Localização dos países que falam português
Devido a colonização de diversos países promovida por Portugal no passado, o português é hoje a língua oficial de vários países. Saiba quais são eles (é interessante, pois todos agora fazer parte da nova ortografia):
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- Brasil
- Moçambique
- Angola
- Portugal
- Guiné-Bissau
- Timor-Leste
- Guiné-Equatorial
- Cabo-Verde
- São Tomé e Príncipe
- Macau
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Abaixo segue um vídeo com algumas ex-colônias portuguesas:
História da língua portuguesa
Bem antes de acontecer a reforma ortográfica (ou acordo ortográfico) da língua portuguesa – e salientemos o “bem antes”, o português era muito diferente do que é hoje. Na verdade tinha até outro nome que muitos devem conhecer: latim.
O latim é a língua mãe de todos os idiomas latinos (óbvio, não é?). Dentre esses, estão o português, francês, espanhol e italiano.
O latim, hoje, é uma língua chamada de morta. Mas é óbvio que ainda é utilizado em alguns casos, como pela igreja católica e por juristas pelo mundo. Mas já houve uma época em que era uma das línguas mais faladas no mundo, e isso por causa do Império Romano, cujo latim era o idioma oficial.
Mas é claro que o latim sofreria modificações, pois Roma se baseava na conquista e expansão, dominando vários povos ao seu redor e, esses, obviamente acabavam criando dialetos devido a sua língua antiga.
Essas foram as bases para o surgimento do português e outros idiomas derivados do latim.
Mas não só isso: o fato do Império Romano ter caído, foi o golpe final para a oficialização dos outros idiomas latinos.
Assim a Europa se dividiu entre idiomas latinos e germânicos. Isso porque os povos do norte dominaram boa parte do Império Romano ocidental, e sua língua foi absorvida, surgindo assim o alemão, inglês, holandês e outras línguas germânicas.
Com o passar dos anos, o latim em seus diversos países foi sendo modificado, surgindo, dentre outros, o português.
Mas o português de antigamente ainda era bem diferente ortograficamente e gramaticalmente do que é hoje. É claro que entenderíamos quase tudo, mas que era diferente era. Até pouco tempo atrás, para se ter idéia, farmácia – por exemplo – se escrevia assim: Pharmacia.
Portugal então colonizou o Brasil e instituiu o português (assim como diversas outras colônias portuguesas). Porém, o mesmo efeito do latim aconteceu com a língua portuguesa: foi sendo levemente modificada por influências nativas dos povos colonizados.
É aí que entra o acordo ortográfico, pois os países que falam português possuíam gramática e ortografia quase idêndicos, então, por que não oficializar um único idioma, com uma única forma de escrever e elaborar sentenças?
Essa foi a forma para fortificar e enriquecer a língua portuguesa, a qual é amplamente falada em várias partes do mundo.
quarta-feira, 30 de março de 2016
Às vezes ou as vezes
Às vezes ou as vezes
As duas formas estão corretas e existem na língua portuguesa. Porém, seus significados são diferentes e devem ser usadas em situações diferentes. Às vezes, com acento indicador de crase, é uma expressão sinônima de: de vez em quando. As vezes, sem acento indicador de crase, é simplesmente a junção do artigo definido plural as com o substantivo feminino plural vezes, sendo sinônima de: as ocasiões.
Exemplos:
- Não sou vegetariana, mas só como carne às vezes. (de vez em quando)
- Todas as vezes que as encontro elas estão com um corte diferente! (as ocasiões)
Às vezes, com acento grave, é uma locução adverbial de tempo, indicando algo que acontece apenas em algumas ocasiões. É sinônimo de: de vez em quando, ocasionalmente, de quando em quando e por vezes.
Exemplos:
- Às vezes, é preciso parar e respirar fundo.
- Às vezes cozinha a mãe, às vezes cozinha o pai e às vezes cozinham os dois.
- Às vezes você fala muito alto, mesmo quando não deve.
As vezes, sendo a junção do artigo definido plural as com o substantivo feminino plural vezes, é uma expressão sinônima de: as ocasiões, os momentos e as ocorrências.
Exemplos:
- Todas as vezes que vou à praia, bebo uma água de coco.
- Fiquei ansioso em todas as vezes que esperei por você no aeroporto.
- Foram raras as vezes em que fiquei decepcionada com meus amigos.
Fique sabendo mais!
Há crase:
- Em diversas expressões adverbiais: às vezes, à vista, à toa, à noite, à direita, à deriva, às avessas, à parte, à luz, …
- Em diversas locuções prepositivas: à exceção de, à frente de, à custa de, à semelhança de, à moda de, à maneira de,...
- Em diversas locuções conjuntivas: à medida que, à proporção que,…
As duas formas estão corretas e existem na língua portuguesa. Contudo seus significados são distintos. Veja:
- Às vezes é uma locução adverbial de tempo, formada com uma palavra feminina (vezes), e significa ocasionalmente, por vezes. A crase é obrigatória nas locuções adverbiais compostas por palavras femininas. Por isso, o as recebe acento grave. Exemplo:
Tenho tonturas às vezes.
- Em as vezes, temos apenas artigo definido (as) e substantivo feminino no plural (vezes), que pode significar:
– Momento indeterminado:
Foram raras as vezes em que eu não o visitei.
– Momento reservado para alguém executar uma ação:
Em todas as vezes, você se esqueceu de fechar o portão.
quarta-feira, 16 de março de 2016
Em domicílio ou a domicílio?
Existe muita polêmica acerca da forma correta da expressão. Contudo, as duas expressões estão corretas, existindo no português. Segundo uma perspectiva normativa da gramática, a preposição a deverá ser utilizada com verbos dinâmicos que transmitem uma noção de movimento e a preposição em deverá ser utilizada com verbos estáticos, que não transmitem uma noção de movimento. Segundo uma perspectiva mais dinâmica da língua, a expressão a domicílio é a mais usada pelos falantes, sendo a mais correta também na norma padrão do português europeu.
Das várias expressões existentes, as expressões entrega a domicílio e entrega em domicílio são as mais debatidas pelos estudiosos da língua sobre a correta preposição a ser utilizada. Os seguidores da gramática normativa defendem que o correto é entrega em domicílio, visto se tratar de um verbo estático e por paralelismo estabelecido com a expressão entrega em casa.
Assim, segundo a gramática normativa, privilegia-se o uso da preposição a com verbos que indicam movimento, como: enviar, levar, ir, conduzir, trazer, dirigir-se, entre outros. Tal como se privilegia o uso da preposição em com verbos que não indicam movimento, como: entregar, dar, cortar, fazer, entre outros.
Exemplos:
Vamos entregar em domicílio. (verbo estático)
Atendemos os clientes em domicílio. (verbo estático)
Damos aulas particulares em domicílio. (verbo estático)
Levamos a encomenda a domicílio. (verbo dinâmico)
Vamos a domicílio realizar os orçamentos. (verbo dinâmico)
Contudo, esta perspectiva é contraposta por gramáticos que defendem a expressão entrega a domicílio, visto o verbo entregar possuir um sentido dinâmico e não um sentido estático e a preposição a também assumir o sentido de em, além de ser a expressão privilegiada pelo uso.
Exemplo:
Vamos entregar a domicílio
quarta-feira, 9 de março de 2016
100 livros essenciais da literatura brasileira
Quais são os 100 livros fundamentais, essenciais, imperdíveis da literatura brasileira?
Que romance, poesia, crônica ou conto você não pode deixar de ler na vida? Dom Casmurro, Brás Cubas, Macunaíma, Sargento de Milícias, Grande Sertão Veredas e outras grandes obras do Brasil. A revista Bravo selecionou os 100 melhores livros dos melhores autores do país. Aqueles clássicos que caem no vestibular com 100% de certeza. Um ranking dos livros mais importantes do Brasil. Veja a lista no final do texto ou siga as dicas de 17 educadoras que selecionaram os livros essenciais para ler dos 2 aos 18 anos e chegar a vida adulta com boas referências, no hotsite Biblioteca Básica.
| Especial Dicas de Livros Centenas de dicas de todos os gêneros literários, para você e sua família! |
Escritores costumam ser, até por ofício, bons frasistas. É com essa habilidade em manejar palavras, afinal, que constroem suas obras, e é em parte por causa dela que caem no esquecimento ou passam para a história. Uma dessas frases, famosa, é de um dos autores que figuram nesta edição, Monteiro Lobato: "Um país se faz com homens e livros". Quase um século depois, a sentença é incômoda: o que fazer para fazer deste um Brasil melhor? No que lhe cabe, a literatura ainda não deu totalmente as suas respostas.
Outro grande criador de frases, mais cínico na sua genialidade, é o dramaturgo e escritor Nelson Rodrigues, outro autor representado nesta edição. Dizer que "toda unanimidade é burra" é muito mais que um dito espirituoso: significa mesmo uma postura em relação às coisas do mundo e do homem tão crucial quanto aquela do criador do Sítio do Picapau Amarelo.
É evidente que o ranking das 100 obras obrigatórias da literatura brasileira feito nesta edição não encontrará unanimidade entre os leitores. Alguns discordarão da ordem, outros eliminariam títulos ou acrescentariam outros. E é bom que seja assim, é bom que haja o dissenso: ficamos longe da burrice dos cânones dos velhos compêndios e da tradição mumificada.
Embora tenha sua inevitável dose de subjetividade, a seleção feita nesta edição, contudo, está longe de ser arbitrária. Os livros que, em seus gêneros (romance, poesia, crônica, dramaturgia) ajudaram a construir a identidade da literatura nacional não foram desprezados (na relação geral e na ordem). Nem foram deixados de lado aqueles destacados pelas várias correntes da crítica, muito menos os que a própria revista BRAVO!, na sua missão de divulgar o que de melhor tem sido produzido na cultura brasileira, julgou merecer.
O resultado é um guia amplo, ao mesmo tempo informativo e útil. Para o leitor dos livros de ontem e hoje, do consagrado e do que pode apontar para o inovador. Não só para a literatura, mas também, como queria Lobato, para os homens e para o país que ainda temos de construir. A seguir, os 100 livros essenciais da literatura brasileira, listados em ordem alfabética de autor. Leia e divirta-se!
Outro grande criador de frases, mais cínico na sua genialidade, é o dramaturgo e escritor Nelson Rodrigues, outro autor representado nesta edição. Dizer que "toda unanimidade é burra" é muito mais que um dito espirituoso: significa mesmo uma postura em relação às coisas do mundo e do homem tão crucial quanto aquela do criador do Sítio do Picapau Amarelo.
É evidente que o ranking das 100 obras obrigatórias da literatura brasileira feito nesta edição não encontrará unanimidade entre os leitores. Alguns discordarão da ordem, outros eliminariam títulos ou acrescentariam outros. E é bom que seja assim, é bom que haja o dissenso: ficamos longe da burrice dos cânones dos velhos compêndios e da tradição mumificada.
Embora tenha sua inevitável dose de subjetividade, a seleção feita nesta edição, contudo, está longe de ser arbitrária. Os livros que, em seus gêneros (romance, poesia, crônica, dramaturgia) ajudaram a construir a identidade da literatura nacional não foram desprezados (na relação geral e na ordem). Nem foram deixados de lado aqueles destacados pelas várias correntes da crítica, muito menos os que a própria revista BRAVO!, na sua missão de divulgar o que de melhor tem sido produzido na cultura brasileira, julgou merecer.
O resultado é um guia amplo, ao mesmo tempo informativo e útil. Para o leitor dos livros de ontem e hoje, do consagrado e do que pode apontar para o inovador. Não só para a literatura, mas também, como queria Lobato, para os homens e para o país que ainda temos de construir. A seguir, os 100 livros essenciais da literatura brasileira, listados em ordem alfabética de autor. Leia e divirta-se!
Adélia Prado: Bagagem
Aluísio Azevedo: O Cortiço
Álvares de Azevedo: Lira dos Vinte Anos
Noite na Taverna
Antonio Callado: Quarup
Antônio de Alcântara Machado: Brás, Bexiga e Barra Funda
Ariano Suassuna: Romance d'A Pedra do Reino
Augusto de Campos: Viva Vaia
Augusto dos Anjos: Eu
Autran Dourado: Ópera dos Mortos
Basílio da Gama: O Uraguai
Bernando Élis: O Tronco
Bernando Guimarães: A Escrava Isaura
Caio Fernando Abreu: Morangos Mofados
Carlos Drummond de Andrade: A Rosa do Povo
Claro Enigma
Castro Alves: Os Escravos
Espumas Flutuantes
Cecília Meireles: Romanceiro da Inconfidência
Mar Absoluto
Clarice Lispector: A Paixão Segundo G.H.
Laços de Família
Cruz e Souza: Broquéis
Dalton Trevisan: O Vampiro de Curitiba
Dias Gomes: O Pagador de Promessas
Dyonélio Machado: Os Ratos
Erico Verissimo: O Tempo e o Vento
Euclides da Cunha: Os Sertões
Fernando Gabeira: O que é Isso, Companheiro?
Fernando Sabino: O Encontro Marcado
Ferreira Gullar: Poema Sujo
Gonçalves Dias: I-Juca Pirama
Graça Aranha: Canaã
Graciliano Ramos: Vidas Secas
São Bernardo
Gregório de Matos: Obra Poética
Guimarães Rosa: O Grande Sertão: Veredas
Sagarana
Haroldo de Campos: Galáxias
Hilda Hilst: A Obscena Senhora D
Ignágio de Loyola Brandão: Zero
João Antônio: Malagueta, Perus e Bacanaço
João Cabral de Melo Neto: Morte e Vida Severina
João do Rio:A Alma Encantadora das Ruas
João Gilberto Noll: Harmada
João Simões Lopes Neto: Contos Gauchescos
João Ubaldo Ribeiro: Viva o Povo Brasileiro
Joaquim Manuel de Macedo: A Moreninha
Jorge Amado: Gabriela, Cravo e Canela
Terras do Sem Fim
Jorge de Lima: Invenção de Orfeu
José Cândido de Carvalho: O Coronel e o Lobisomen
José de Alencar: O Guarani
Lucíola
José J. Veiga: Os Cavalinhos de Platiplanto
José Lins do Rego: Fogo Morto
Lima Barreto: Triste Fim de Policarpo Quaresma
Lúcio Cardoso: Crônica da Casa Assassinada
Luis Fernando Verissimo: O Analista de Bagé
Luiz Vilela: Tremor de Terra
Lygia Fagundes Telles: As Meninas
Seminário dos Ratos
Machado de Assis: Memórias Póstumas de Brás Cubas
Dom Casmurro
Manuel Antônio de Almeida: Memórias de um Sargento de Milícias
Manuel Bandeira: Libertinagem
Estrela da Manhã
Márcio Souza: Galvez, Imperador do Acre
Mário de Andrade: Macunaíma;
Paulicéia Desvairada
Mário Faustino: o Homem e Sua Hora
Mário Quintana: Nova Antologia Poética
Marques Rebelo: A Estrela Sobe
Menotti Del Picchia: Juca Mulato
Monteiro Lobato: O Sítio do Pica-pau Amarelo
Murilo Mendes: As Metamorfoses
Murilo Rubião: O Ex-Mágico
Nelson Rodrigues: Vestido de Noiva
A Vida Como Ela É
Olavo Bilac: Poesias
Osman Lins: Avalovara
Oswald de Andrade: Serafim Ponte Grande
Memórias Sentimentais de João Miramar
Otto Lara Resende: O Braço Direito
Padre Antônio Vieira: Sermões
Paulo Leminski: Catatau
Pedro Nava: Baú de Ossos
Plínio Marcos: Navalha de Carne
Rachel de Queiroz: O Quinze
Raduan Nassar: Lavoura Arcaica
Um Copo de Cólera
Raul Pompéia: O Ateneu
Rubem Braga: 200 Crônicas Escolhidas
Rubem Fonseca: A Coleira do Cão
Sérgio Sant'Anna: A Senhorita Simpson
Stanislaw Ponte Preta: Febeapá
Tomás Antônio Gonzaga: Marília de Dirceu
Cartas Chilenas
Vinícius de Moraes: Nova Antologia Poética
Visconde de Taunay: Inocência
Aluísio Azevedo: O Cortiço
Álvares de Azevedo: Lira dos Vinte Anos
Noite na Taverna
Antonio Callado: Quarup
Antônio de Alcântara Machado: Brás, Bexiga e Barra Funda
Ariano Suassuna: Romance d'A Pedra do Reino
Augusto de Campos: Viva Vaia
Augusto dos Anjos: Eu
Autran Dourado: Ópera dos Mortos
Basílio da Gama: O Uraguai
Bernando Élis: O Tronco
Bernando Guimarães: A Escrava Isaura
Caio Fernando Abreu: Morangos Mofados
Carlos Drummond de Andrade: A Rosa do Povo
Claro Enigma
Castro Alves: Os Escravos
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Mar Absoluto
Clarice Lispector: A Paixão Segundo G.H.
Laços de Família
Cruz e Souza: Broquéis
Dalton Trevisan: O Vampiro de Curitiba
Dias Gomes: O Pagador de Promessas
Dyonélio Machado: Os Ratos
Erico Verissimo: O Tempo e o Vento
Euclides da Cunha: Os Sertões
Fernando Gabeira: O que é Isso, Companheiro?
Fernando Sabino: O Encontro Marcado
Ferreira Gullar: Poema Sujo
Gonçalves Dias: I-Juca Pirama
Graça Aranha: Canaã
Graciliano Ramos: Vidas Secas
São Bernardo
Gregório de Matos: Obra Poética
Guimarães Rosa: O Grande Sertão: Veredas
Sagarana
Haroldo de Campos: Galáxias
Hilda Hilst: A Obscena Senhora D
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João Antônio: Malagueta, Perus e Bacanaço
João Cabral de Melo Neto: Morte e Vida Severina
João do Rio:A Alma Encantadora das Ruas
João Gilberto Noll: Harmada
João Simões Lopes Neto: Contos Gauchescos
João Ubaldo Ribeiro: Viva o Povo Brasileiro
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Estrela da Manhã
Márcio Souza: Galvez, Imperador do Acre
Mário de Andrade: Macunaíma;
Paulicéia Desvairada
Mário Faustino: o Homem e Sua Hora
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Um Copo de Cólera
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Rubem Braga: 200 Crônicas Escolhidas
Rubem Fonseca: A Coleira do Cão
Sérgio Sant'Anna: A Senhorita Simpson
Stanislaw Ponte Preta: Febeapá
Tomás Antônio Gonzaga: Marília de Dirceu
Cartas Chilenas
Vinícius de Moraes: Nova Antologia Poética
Visconde de Taunay: Inocência
Fonte: educarparacrescer.
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